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Donald Trump alvo de 37 acusações criminais no caso do desvio de documentos confidenciais

De acordo com a acusação, esses documentos incluem alguns dos segredos militares mais sensíveis dos EUA, como informações sobre o programa nuclear dos EUA e potenciais vulnerabilidades domésticas em caso de ataque.

Charlie Neibergall

SIC Notícias

O ex-Presidente dos EUA enfrenta 37 acusações criminais que incluem retenção não autorizada de documentos confidenciais e conspiração para obstruir a justiça, de acordo com documentos do Tribunal Federal divulgados esta sexta-feira.

O Departamento de Justiça tornou públicos os documentos de acusação, um dia depois do ex-Presidente ter sido oficialmente acusado. Como resultado, dois dos advogados de Donald Trump renunciaram esta sexta-feira.

Trump divulgou através da sua rede social, a Truth Social, mudanças na sua equipa jurídica, sem especificar que tinham resultado de demissões.

"Agradeço a Jim Trusty e John Rowley pelo seu trabalho. Eles enfrentaram um grupo de pessoas muito desonestas, corruptas, más e doentes, como nunca antes visto", sublinhou o ex-presidente (2017-2021).

Segundo Trump, na "maior caça às bruxas de todos os tempos, que agora se encaminha para os tribunais da Florida", será representado por Todd Blanche, advogado que já fez parte de sua equipa jurídica de Nova Iorque.

Donald Trump deverá comparecer num tribunal de Miami pela primeira vez na terça-feira, um dia antes do seu 77.º aniversário.

De acordo com a acusação, esses documentos incluem alguns dos segredos militares mais sensíveis dos EUA, como informações sobre o programa nuclear dos EUA e potenciais vulnerabilidades domésticas em caso de ataque.

Um documentos dizia respeito ao apoio de um país estrangeiro ao terrorismo contra os interesses dos EUA.

Os documentos saíram do Pentágono, da Agência Central de inteligência, da Agência de Segurança Nacional e de outras agências de inteligência, indica a acusação.

De acordo com acusação, Trump chegou a mostrar a outra pessoa um documento do Departamento da Defesa descrito como um "plano de ataque" contra outro país.

Os investigadores apreenderam cerca de 13.000 documentos na propriedade de Trump em Mar-a-Lago, na Florida. Cerca de 100 estavam marcados como confidenciais, apesar de um dos advogados de Trump ter dito que todos os registo com marcas de confidencialidade tinham sido devolvidos ao Governo.

Em direção a Mar-a-Lago, Trump "armazenou as suas caixas contendo documentos confidenciais em vários locais na propriedade, nomeadamente, no salão de baile, na casa de banho e chuveiro, num espaço de escritório, no sue quarto e num depósito", acusa.

Trump antecipou, na Truth Social, que uma segunda pessoa será acusada neste caso, Walt Nauta, um assistente militar que trabalhou com o republicano o seu mandato como presidente

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