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Covid-19: Brasil soma 485 mortes e reporta número negativo de casos após correção de dados

Número negativo de novos casos foi de -573.

21-09-2021

Anadolu Agency

Lusa

O Governo brasileiro reportou o registo de 485 mortes devido à covid-19 nas últimas 24 horas, além de um número negativo de novos casos (-573), após uma correção feita na base de dados.

A exclusão de 573 notificações da doença ocorreu após a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (SESA) informar que foram feitas alterações no processo de consolidação das informações, sendo que, no total, 12.028 casos foram descartados naquela unidade federativa do nordeste brasileiro.

"Com isso, foram corrigidos processos de extração, tratamento e limpeza na base de dados, o que levou à correção no número de casos registados no Estado", informou o Conselho Nacional de Secretários de Saúde do Brasil.

Além disso, ficaram ainda de fora da contagem desta terça-feira os Estados do Rio de Janeiro, Bahia e Acre, que, devido a problemas técnicos, não conseguiram comunicar atempadamente os registos da doença das últimas 24 horas, situação que se vem repetindo há várias semanas.

Dessa forma, o Brasil, com 213 milhões de habitantes, totaliza agora 591.440 óbitos e 21.247.094 infeções desde o início da pandemia.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde brasileiro, a taxa de incidência da doença no país mantém-se nas 281 mortes e 10.110 casos por 100 mil habitantes, num momento em que o país mantém uma tendência de queda em vários indicadores da pandemia.

A nível global, o Brasil é uma das três nações mais afetadas pela pandemia no mundo, juntamente com os Estados Unidos e com a Índia.

Já a nível interno, São Paulo continua a ser o foco da pandemia, concentrando 4.352.832 diagnósticos positivos e 148.295 óbitos devido à doença.

O Brasil e a Argentina foram selecionados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para o desenvolvimento e produção de vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) na América Latina.

O centro escolhido pela entidade no Brasil foi o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, atual produtor da vacina da AstraZeneca no Brasil.

"O instituto tem uma longa tradição na fabricação de vacinas e fez avanços promissores no desenvolvimento de uma vacina de mRNA inovadora contra COVID-19", indicou a OPAS em comunicado.

A Sinergium Biotech, empresa biofarmacêutica do setor privado, foi escolhida como centro na Argentina.

"Parabenizamos os dois centros selecionados", disse o diretor assistente da OPAS, Jarbas Barbosa. "Há muito trabalho pela frente, mas somos movidos pela convicção de que esse esforço resultará em acesso oportuno e equitativo às vacinas na nossa região, que continua a ser a mais atingida por esta pandemia", acrescentou.

A partir da seleção, a OPAS disponibilizará uma equipa de especialistas internacionais com experiência nos diferentes aspetos de desenvolvimento e produção de vacinas para contribuir com a Fiocruz.

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