Mais de metade dos estabelecimentos turísticos em Portugal estiveram fechados em janeiro. Quem se manteve aberto registou uma diminuição nas dormidas de mais de 80%. Os dados resultam de uma estimativa rápida da atividade turística, divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Num ano normal, um hotel de quatro estrelas, no centro de Albufeira, já teria, por esta altura, boa parte dos quartos ocupados com turistas. Pelo segundo ano, está de portas fechadas. Foi assim em janeiro e será assim, pelo menos, até maio. A abertura só se justifica quando o mercado britânico voltar às viagens. Até lá, é preciso que Portugal possa ser visto como um país seguro.
Se 202 foi o pior dos últimos 28 anos, em termos de dormidas turísticas, 2021 não promete ser melhor: segundo o INE, em janeiro 54% dos estabelecimentos estiveram encerrados ou não registaram hóspedes; as dormidas na hotelaria caíram 81,%, um pouco menos alojamento local e no turismo rural.
Os 17 principais mercados emissores praticamente pararam, em especial o chinês, dinamarquês, russo, canadiano e americano. O maior impacto foi sentido em Lisboa, na Madeira e no Algarve. A pandemia está a estrangular as empresas, que se queixam dos apoios que não chegam.
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