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Cimeira do Clima COP26

Portugal tem três zonas em perigo de desaparecer 

As previsões mais recentes das Nações Unidas são claras: o planeta está a aquecer, a água do mar vai continuar a subir até 2100. No melhor cenário, entre 28 e 55 centímetros. No pior, entre 63 centímetros e 1,01 metros.

06-11-2021

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Carolina Reis

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A subida da água do mar é uma das consequências das alterações climáticas e Portugal não está livre de perigo. Há, pelo menos, três grandes zonas de risco. Se desaparecerem, levam uma parte da nossa economia, cultura e biodiversidade.

Alerta vermelho: países corrrem o risco de desaparecer

O último relatório das Nações Unidas sobre as alterações climáticas é um alerta vermelho para a humanidade. Fruto da intervenção humana, a terra está a aquecer e, na melhor das hipóteses, a água do mar poderá subir entre 22 a 55 centímetros, até 2100. Há países que correm o risco de desaparecer e a vida humana pode tornar-se impossível em vários locais do planeta.

Os líderes mundiais, reunidos em Glasgow, têm na Conferência do Clima a última oportunidade para salvar o futuro da Humanidade.

Portugal é considerada uma zona de risco médio, mas mesmo assim tem, pelo menos, três grandes zonas de perigo.

A Culatra

Inserida no Parque Natural da Ria Formosa, lugar único pela natureza da biodiversidade, a Culatra não escapa aos efeitos das alterações climáticas.

A lha da Culatra, no Algarve, está sujeita a um potencial de inundação elevado com perda de sapais para áreas de água. Toda a ocupação envolvente que seja baixa poderá vir a ser afetada.

O estuário do Tejo

Um cenário que se repete no Estuário do Tejo. Entre o Rio Tejo e o Rio Sorraia, já há algum tempo que se sentem as alterações climáticas, onde há cada vez mais água salgada.

A Ria de Aveiro

Nascida de um acidente geográfico desde o século XVI, que a Ria de Aveiro alimenta as populações que a envolvem e dela dependem. Agora, a sobrevivência dos seus 45 quilómetros de costa está dependente da ação humana.

Além da subida do nível médio da água do mar, a costa portuguesa tem ainda o problema da erosão.

Alertas não são de hoje

Nem esta realidade é nova, nem os avisos dos cientistas começaram agora. Tem sido assim desde a era industrial.

À medida que os modos de fabrico deixavam de ser feitos artesanalmente e passavam a ser feitos por máquinas, o planeta foi aquecendo, o gelo derretendo, a água do mar subindo.

Em Portugal, a água aumentou 22 centímetros. O país é uma zona de risco médio. Já o Bangladesh, as Filipinas, Moçambique ou a China são muito vulneráveis.

O foco está no futuro, mas é visível já a transformação do clime. Há medidas que são precisas no imediato.

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